A geração Alpha chegou e está sacudindo o universo da moda, promovendo inquietude na indústria, quase que um movimento frenético em busca de renovação para acompanhar a nova leva de consumidores.
Todos nascidos após os anos 2000’ são considerados Alpha e vão se tornar a maior porção de consumidores do mundo em menos de dez anos. Mas qual é a diferença entre os Millenials (geração de atuais jovens adultos) e os Alphas? A resposta é simples. Tecnologia.
Diferente das gerações anteriores onde a grande maioria simplesmente usou a tecnologia, os Alphas nasceram inseridos em uma sociedade dominada por ela, crescem dentro desse universo e para eles tudo é perfeitamente natural, desde jogar um game no tablet dos pais até interagir com realidade virtual. E grande parte deles não irá penas fazer uso das novidades tecnológicas, irão cria-las e integrá-las as suas vidas.
Como resultado da nova relação com o fator tecnológico temos crianças mais despertas e inteligentes, que são conectadas a tudo que as cercam e conquistam em pouco tempo a habilidade de decisão de compra, assim tornando-se consumidores muito jovens.
Sabendo que as crianças de hoje são os consumidores de amanhã, devemos estar preparados para suprir as necessidades dessa nova geração. Estamos seguindo para uma era de intensa criatividade e solidariedade, principalmente a favor do coletivo. O futuro nunca foi tão promissor e desafiador.
Para inteirar você sobre o como isso tem se desenvolvido na moda, separamos 3 tendências de mercado que são pensadas para a geração Alpha.
– Menos aparência, mais conteúdo
A galera da nova geração não é muito fã de exposição na web, diferente dos Millenials.
Falando em consumo de conteúdo, para eles o que vale é o que irão aprender, a relevância que o assunto tem em suas vidas e como ele é apresentado. Esqueça o conteúdo datado como conhecemos onde as informações são inquestionáveis e as fontes duvidosas. Você está lidando com a geração que antes de pensar pergunta para o Google, e o que vai diferenciar você dos concorrentes é a forma como irá apresentar seu conteúdo, por isso aposte em um formato de conteúdo interativo e com qualidade.
Como exemplo temos a empresa Layar, que aplica a realidade aumentada para dinamizar o conteúdo dos seus clientes, usando a câmera do smartphone. Você pode inserir animações em seu blog, aplicativo, em revistas impressas e produtos.
Na primeira imagem vemos o anúncio exposto de forma convencional apenas com a foto e a chamada da campanha, método que acaba passando despercebido na maioria das vezes. Já na segunda imagem temos a visão da tela do celular de um usuário do software Layar, a animação proposta leva o cliente direto para o site da loja, onde ele pode visualizar os produtos e efetuar a compra em alguns cliques.
O que esse software oferece? Interatividade e experiência de consumo, e isso faz a cabeça dos Alphas.
– Verdade absoluta:
Não dá para manipular por muito tempo um Alpha, eles são stalkears natos e de um jeito ou de outro, vão descobrir se a sua marca é o que realmente diz ser.
Assumir uma identidade de marca genuína e transparente é fator chave para fidelizar um cliente dessa geração, é necessário que o universo da marca seja coerente e tenha um discurso que fale diretamente com eles. Os ideais dessa nova geração são muito fortes, e é interessante entender e participar desses movimentos, mas lembrando que essa inserção tem que ter relação com a sua ideologia de marca.
A Farm está seguindo esse caminho, ao perceber que as novas youtubers são ativistas de várias causas desde o movimento minimalismo, até o veganismo, ela busca se comunicar com a nova clientela: “Agora todo mundo é emissor e dialoga. Vamos nos tornar marcas melhores por causa da pressão dessa geração.” É o que afirma Taciana Abreu, head de marketing da Farm, grife que está constantemente na mira dessa juventude.
– Des-generalizar:
Estamos caminhando para uma nova sociedade, e quem abre as portas paras as novas possibilidades são definitivamente os Alphas. Essa geração tem os conceitos de feminino e masculino muito mais diluídos do que os Z e os Y. É o começo de um mundo totalmente novo, para o qual a moda deve se transformar profundamente.
Uma questão não dá mais para ignorar, é a igualdade de gênero. Os produtos não fazem sentido para eles da mesma forma que para as gerações passadas, um exemplo é a indústria de games, onde a maior parte dos consumidores é composto por garotas, e ainda assim tem um conteúdo altamente votado para garotos. Temos que entender que a diferença de gêneros não é mais uma barreira para essa geração, e que produtos devem ser feitos para todos consumirem.
Ser livres de rótulos é um dos maiores desejos da Gen Alpha, na moda eles já misturam esses conceitos sem nem precisar discutir, o ator Jaden Smith é um bom exemplo, ao usar com em seus looks saias, criando um visual quase que andrógeno. Ele acabou naturalmente se tornando ícone nesse quesito, chegando a estrelar campanhas de femininas de marcas de grife como a campanha de verão 2016 da linha feminina da Louis Vuitton
Quase sempre ignoramos as famosas instruções de lavagem não é mesmo? Mas por que desse costume? As vezes por preguiça de puxar aquela etiquetinha e tentar decifrar o que cada símbolo quer dizer, ou até por orgulho próprio, e acreditar que não precisa de ajuda para lavar a sua roupa.
Iremos dar algumas dicas de como seguir cada regrinha para a lavagem e manutenção das suas peças tão queridas.
Primeiro, verifique a etiqueta! Ela geralmente está na lateral esquerda da peça, vença sua preguiça e observe com cuidado a maneira que a sua peça deve ser lavada. Mais uma observação importante, evite cortar esta etiqueta, ela é essencial para manter sua peça em ótimo estado, e saiba que se ela estiver incomodando em contato com a pele, certamente ela não é uma etiqueta Haco.
Segundo, a etiqueta possui os símbolos de lavagem na parte inferior, composta por uma ou duas linhas, sendo eles:
O primeiro símbolo do tanque, significa exclusivamente a instrução de lavagem, chamado de “tina”, ele indica se a peça pode ser lavada na máquina, a temperatura recomendada, e especificações de enxágue e centrifugação;
O segundo símbolo, o “alvejamento” indica como o próprio nome diz, se a peça pode ser lavada com alvejante que contem cloro em sua composição, muito importante para evitar manchas e desgastes;
O terceiro símbolo, pertence a categoria de secagem, cada ícone indica uma maneira diferente que a peça deve ser secada, seja através da secadora, ou no varal. Uma dica importante que muitas vezes ignoramos;
A quarta categoria já está quase extinta, ao menos é o que dizem homens e mulheres que recentemente se mudaram da casa dos pais. Sim, é do famoso ferro de passar que estamos falando, uma prática que ser levada a sério para não danificar sua peça, o ícone indicará se você pode utilizar o ferro ou não, e qual a temperatura ideal para aquele tecido;
E finalmente a última categoria, e felizmente a menos preocupante, referente a lavagem a seco, mais voltadas para lavanderias especializadas.
Terceira dica, não ignore a primeira e segunda dica, cuide bem das suas roupas, afinal elas fazem parte da sua identidade, e nossa identidade faz parte delas. Se ainda está com alguma dúvida, clique aqui, e confira o material completo com a explicação de cada ícone.
Laduma Ngxokolo é um dos melhores designers de malhas de África e o inovador que está por trás da marca Maxhosa. Laduna é um agente de mudança e evolução do design africano, e assim conquistou o prêmio 2015 Vogue Italia Scouting for Africa. Com cores expressivas e formas diferenciadas Maxhosa vai colorir a sua timeline!
Os millenials africanos estão recuperando sua identidade cultural e estabelecendo apaixonadamente sua própria narrativa. Com o objetivo de contrariar a visão estereotipada da África, este perfil desenvolve fotografias para retratar a realidade e a autenticidade deste pais.
Trevor Stuurman é um fotógrafo, diretor criativo e conhecedor de conteúdo. Sua estética refinada sustenta um foco visionário e um desejo de mudar a conversa sobre a África e o termo “apropriação cultural” para “apreciação cultural”. Nas suas viagens ele expressa tudo o que vê para as fotografias deslumbrantes. Ele é classificado como um dos melhores Instagrammers da África!
Sam é um fotógrafo e um contador de histórias apaixonado. Muitas vezes passa meses viajando por todo o país documentando questões sociais, ambientais, culturais, educacionais, e buscando os melhores cliques que a Tanzânia tem a oferecer, vale a pena conferir!
O Nest Collective é um pequeno exército de pensadores, criadores e crentes em Nairobia. Seu trabalho ilustra a sua cidade e seus relacionamentos com a modernidade, o passado e as bordas entre suas camadas sociais e seus cidadãos. Seu trabalho mais recente, Not African Enough, é uma coleção de palavras e imagens de designers emergentes do Quênia, que contribuem para mudar a estética da moda contemporânea.
2manysiblings é uma plataforma desenvolvida pelos criativos Oliver Asike e Velma Rossa. Iniciado em 2013, 2ManySiblings surgiu de uma necessidade compartilhada de documentar seu estilo de vida e amor por roupas. O seu conteúdo é criado em colaboração com talentosos fotógrafos e designers africanos para mostrar uma estética única. 2ManySiblings comunica uma mistura única de moda, artes e cultura.
Sunny Dolat é um estilista do Quênia, diretor criativo e designer de produção que evolui conceitos em beleza e design de moda, TV a hotéis de luxo. Com looks fantásticos e formas inovadoras este perfil vai encantar você.
Salooni é um salão de beleza que explora a política por trás dos cabelos negros. Os eventos de Salooni são intercalados com performances teatrais, curtas-metragens, arte e fotografia que exploram a história africana.
KISUA é uma marca única de moda africana que mostra o talento de design mais brilhante do continente para o mundo. Criam constantemente coleções exclusivas em colaboração com designers africanos. Vale a pena conferir esse looks incríveis.
As grandes marcas atualmente seguem duas vertentes. Ainda que a sustentabilidade seja algo indispensável na vida, as marcas procuram por soluções que atendam a este novo momento, com materiais sustentáveis e novas alternativas de uso para embalagens. O vidro ganhou espaço novamente, assim como as caixas de papel. Cada vez mais tem se pensado em usar os materiais com inteligência e a qualidade das embalagens tem sido questionada.
Com a volta da logomania, os monogramas retornam à moda com muito destaque. Após um período onde o minimalismo reinou na moda e nas embalagens, o maximalismo e a logomania tem papel importante na imagem das marcas. Seguindo a tendência da sustentabilidade, as embalagens ganharam versões simplificadas, porém ganharam notoriedade deixando o excesso de lado e apostando em design.
O uso de papel reciclado, que antes era restrito a poucos segmentos, hoje está entre as principais opções de grandes empresas quando o assunto é embalagem. A marca de champagne Veuve Cliquot tem em suas embalagens uma linha reciclada, a Naturelly Cliquot, feita de papel reciclado e amido de batata. A embalagem criada pelo designer francês Cédric Raagot mantém a garrafa resfriada por até duas horas e conta com alças para carregar a bebida. A ideia deu tão certo que já tem a sua segunda versão.
o site do e-commerce aberto para mostrar que as roupas que ali estavam já podiam ser compradas imediatamente, seguindo a tendência mundial See now, buy now.
A Haco foi responsável por diversos complementos da marca. Cadarços, ponteiras, etiqueta. Seguindo a coleçãoo, os complementos se destacaram em cores neutras, como preto e off white. As etiquetas produzidas pela Haco em High Definition foram destaque.
Confira algumas imagens do backstage do desfile e da coleção da Reserva Inverno 2017.